Deparei-me hoje com duas frases que trouxeram à tona uma doce lembrança de um ex-amor:
"Na verdade, a memória do casal tornou-se uma só recordação. Ininterrupta. Perdas, festas, intimidade, risos, suspiros, brincadeiras, dores, superações, tudo está junto. Misturado. A tal ponto que Stefan talvez tenha inserido Eliza em suas fotos de infância. Encontrou um jeito de fazê-la participar de toda a sua história. A tal ponto que Eliza talvez tenha colado a figura de Stefan no seu álbum de fotografias de pequena. Quando se ama alguém, ama-se a vida inteira daquela pessoa. Inclusive o que não se viveu."*
"Desde a primeira vez que assisti "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", fiquei deslumbrado com a personagem do Jim Carrey tentando esconder a personagem da Kate Winslet nas memórias da infância dele, desejando não esquecer/perder seu amor!"**
Uma amiga me contou que certo dia, estava na casa desse ex-amor e ao perguntar quem era aquela menininha de uma foto que havia no mural dele ao lado de uma foto dele mesmo quando pequeno, a resposta veio carregada de simplicidade: "é a Bia... nós brincávamos juntos quando éramos crianças".
Foi a declaração de amor mais singela e bonita que já recebi, eu acho. Foi também a mais indireta o que, em última instância até aumenta o seu valor - se considerarmos que as circunstâncias que rodeavam aquela relação não favoreciam tais demonstrações sinceras a pessoas outras que não nós dois. É uma pena que tenha vindo tão tarde...
Diferente da lembrança da nota abaixo, essa não veio dissociada de sentimento. Nela reside uma saudade. Mas não um saudade comum ou qualquer. Uma saudade que, assim como a lembrança, também é doce.
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** Wesley Stutz . Em comentário ao texto citado acima.
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